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Soldador tem Direito a Insalubridade? Saiba o Grau

Descubra se o soldador tem direito a insalubridade, qual o grau do adicional e como calcular. Proteja seus direitos. Confira o post!
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Conteúdo sobre Soldador tem Direito a Insalubridade? Saiba o Grau

A rotina de quem trabalha com solda é desafiadora. Todos os dias, o profissional enfrenta o calor intenso do maçarico, o barulho forte das máquinas, a luminosidade violenta das faíscas e a fumaça escura que sobe durante o processo. Diante desse cenário pesado, uma dúvida muito comum surge nas oficinas, indústrias e canteiros de obras: o soldador tem direito a insalubridade?

Se você trabalha na área ou conhece alguém que atua na profissão, sabe que o desgaste físico é real. Neste artigo, vamos explicar de forma simples o que a lei garante para a sua saúde e para o seu bolso. Acompanhe!

É obrigatório pagar insalubridade para soldador?

A resposta curta e clara é: sim, é obrigatório na grande maioria dos casos.

A legislação trabalhista brasileira, por meio da Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15), reconhece que a atividade de soldagem expõe o trabalhador a uma série de agentes nocivos de forma simultânea.

Os riscos invisíveis do dia a dia da solda

Mesmo que a empresa forneça a máscara de solda, o avental de raspa e as luvas (EPIs), a Justiça do Trabalho entende que esses equipamentos muitas vezes apenas amenizam, mas não eliminam totalmente os riscos. O soldador fica exposto a:

  • Fumos metálicos: A fumaça gerada pela queima dos eletrodos contém gases e poeiras tóxicas (como manganês, chumbo e cádmio) que são altamente prejudiciais aos pulmões.
  • Radiações não ionizantes: A luz ultravioleta e infravermelha emitida pelo arco elétrico pode causar queimaduras na pele e lesões graves nos olhos.
  • Calor e Ruído: O calor gerado pelo processo e o barulho constante de lixadeiras e esmerilhadeiras acima dos limites permitidos.

Por conta disso, quase 100% das perícias técnicas na Justiça reconhecem que o soldador tem direito a insalubridade em grau médio (20%) ou máximo (40%), dependendo dos produtos químicos envolvidos (como a solda de chumbo ou inox).

Como calcular a insalubridade de um soldador?

Diferente do que muitos pensam, o cálculo da insalubridade não é feito em cima do seu salário bruto ou do piso da categoria, mas sim sobre o salário-mínimo nacional vigente. Os percentuais são divididos em três graus:

  • Grau Mínimo: 10%
  • Grau Médio: 20% (Muito comum para soldadores devido ao ruído e calor)
  • Grau Máximo: 40% (Comum quando há exposição direta a fumos de metais pesados e tóxicos)

Exemplo prático: Se a perícia do seu caso determinar que a sua atividade se enquadra no Grau Médio (20%), você deve receber esse percentual calculado sobre o salário-mínimo todo mês, além do seu salário normal.

Soldador recebe periculosidade?

Aqui entra uma confusão muito comum no dia a dia das empresas: a diferença entre insalubridade (aquilo que adoece o trabalhador aos poucos) e periculosidade (aquilo que traz risco de morte imediata).

O soldador pode ter direito à periculosidade se trabalhar exposto a agentes inflamáveis ou explosivos.

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Quando acontece? Se o soldador atua na manutenção de tanques de combustível, tubulações de gás, ou se trabalha muito próximo ao armazenamento de cilindros de acetileno e oxigênio.

Qual o valor? A periculosidade é de 30%, mas a grande vantagem é que ela é calculada sobre o seu salário base (o valor que está na sua carteira) e não sobre o salário-mínimo.

Atenção: Pela lei atual, o trabalhador não pode receber os dois adicionais (insalubridade e periculosidade) ao mesmo tempo no mesmo holerite. Caso você tenha direito aos dois, a lei permite que você escolha o que for financeiramente mais vantajoso para o seu bolso.

Valor da multa por não pagar insalubridade?

Muitos patrões deixam de pagar o adicional para economizar e acham que não vai dar em nada. Mas o prejuízo para a empresa pode ser grande.

Não existe uma “multa fixa” que vai direto para o bolso do trabalhador apenas pelo não pagamento mensal, mas a empresa sofre duas grandes punições:

  • Multas Administrativas: O Ministério do Trabalho pode autuar e multar a empresa com valores severos por descumprir as normas de segurança e medicina do trabalho (NR-15).
  • O “Acerto de Contas” na Justiça: Quando o trabalhador entra com uma ação, a empresa é obrigada a pagar todos os meses atrasados dos últimos 5 anos de uma só vez, com juros e correção monetária. Como esse valor acumula, a conta final que a empresa terá que pagar ao soldador costuma ser muito alta.

Além disso, o atraso ou não pagamento das verbas corretas pode gerar o direito à rescisão indireta (a “justa causa” dada pelo empregado na empresa), onde o trabalhador sai do emprego recebendo todos os seus direitos, seguro-desemprego e a multa do FGTS.

O papel do advogado para garantir que os direitos sejam resguardados

Garantir o adicional de insalubridade não é uma tarefa fácil para fazer sozinho. As empresas costumam usar laudos antigos (como o PGR ou LTCAT) para alegar que o ambiente é seguro e que os EPIs resolvem tudo.

É por isso que o suporte de um advogado trabalhista especialista é fundamental. O profissional vai:

  • Pedir a Perícia Judicial: O advogado entrará com a ação e exigirá que um perito técnico de confiança do juiz vá até a fábrica ou oficina para medir o calor, analisar os eletrodos usados e verificar a fumaça de verdade.
  • Garantir a Aposentadoria Especial: O tempo trabalhado em ambiente insalubre conta mais rápido para a aposentadoria. O advogado garante que a empresa emita o documento correto (PPP) para que você possa se aposentar mais cedo no futuro.
  • Recuperar o dinheiro perdido: Buscar o pagamento retroativo de tudo o que você trabalhou duro e não recebeu nos últimos anos.

Se você queima o peito no calor da solda todos os dias e a sua empresa finge que o risco não existe, está na hora de buscar o que é seu por direito.

O Dcastro Advogados Trabalhistas está localizado em Recife – PE, mas atende trabalhadores de todo o Brasil de forma 100% online. Somos especialistas no Direito Trabalhista e atuamos fortemente na defesa de quem coloca a mão na massa. Seja em casos de insalubridade, horas extras, acidentes de trabalho, auxílio-doença ou rescisão indireta, estamos prontos para ajudar.

Atuamos há mais de 16 anos com celeridade, segurança e agilidade para que você receba o valor justo pelo seu suor. Não deixe os seus direitos prescreverem. Fale agora mesmo com um de nossos advogados especialistas.

Sobre o autor: Diego Castro, especialista em Direito do Trabalho, Controladoria Jurídico e alta produtividade, sócio gestor do escritório De Castro Advogados, escritório atuante em defesa dos trabalhadores há mais de 14 anos.
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“Atendimento excelente, super atenciosa a advogada que me atendeu. Esclareceu minhas dúvidas, me ajudou bastante, estão de parabéns.”
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